Emicidio - Emicida

Emicidio - Emicida

  • Ano de lançamento: 2019
  • Linguagem: Português
  • Duração: 3:24

Abaixo está a letra da música Emicidio , artista - Emicida com tradução

Letra da música " Emicidio "

Texto original com tradução

Emicidio

Emicida

Eu vim, independente do que diriam

Sem pensar em pra onde as coisas iriam

Fi, não pra agradar os MC, (Na decência)

Sou o caso de quando a causa é maior do que a existência

Então, é meu legado, jão

Certeiro como um tiro, calmo como a escuridão

Cria do fundão, favela

Raça que faz massa, figurante de viela

Invisível tipo porteiro, empregada

O vulto que corta as madrugadas

Preto como o Sr.

Popo

E não tem ofensa pior que me ver no topo

Aí, mutante como Banshee

Cês alimentam a vaidade, esquece que o inferno nunca enche

Tô cheio dos seus «Ais»

«Crê em mim».

Como?

Se cês não crê nem em vocês mais

Cê sabe como é… («Nossos irmãos estão desnorteados»)

É só olhar… («Entre o prazer e o dinheiro desorientados»)

O que é ser o maior?

Mandar bem?

Ou o maior é o que vende mais?

(Tanto faz), sou eu também

Ruas precisam de sonhos, e o combustível

Não será a gente dizendo que tá difícil

Brigar pra ser o melhor entre vocês

Qualquer míope vê, eu já era isso em 2006

1, 100, 11 mil plays

Tentei e consegui, porque os covarde morre duas vez

Sem glamour, a trama engole quem ramela

E a presença da grana, (hoje), me assusta mais que a falta dela

Contraditórios como laranjas verdes

Comparando-se a mim, notório e cego por flerte

Sem oba-oba, dispô de quem veio pra roubar

Papel caneta e só como um planeta, (Ahhh!)

Eles se dizem soldados, (tendeu), tão grudados

MC’s não são inocentes, são inocentados

Cê sabe como é… («Nossos irmãos estão desnorteados»)

É só olhar… («Entre o prazer e o dinheiro desorientados»)

Senti o luxo e o lixo da jogada

Tá aqui mostrou: Eu não devo sentir nada!

Criança refém da emoção

Querer milagre sem oração, (aê)

Quer ver Deus mas não quer morrer?

Perdidos, cantam como se nem fossem ouvidos

Ganância de algoz, olhar de oprimidos

Finge como o ator da novela que abomina

Vende a dor como os vermes que recrimina

Debulho, vim do frio como Julho, (aí)

Pobreza não é vergonha, mas também não pode ser orgulho

Cê mente no bagulho, abusa, (é)

Canta sofrimento preocupado com a marca que o outro usa

Prática automática de repetir recusa

De forma escusa, por gente exclusa

Tema nobre, homem podre pique Mon Dep

Quem ganha mais com a miséria: os políticos, o Datena ou o rap?

Cê sabe como é… («Nossos irmãos estão desnorteados»)

É só olhar… («Entre o prazer e o dinheiro desorientados»)

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