Chegada - Käp

Chegada - Käp

  • Ano de lançamento: 2015
  • Linguagem: Português
  • Duração: 4:56

Abaixo está a letra da música Chegada , artista - Käp com tradução

Letra da música " Chegada "

Texto original com tradução

Chegada

Käp

Agora eu chego depois de fazer a partida

Andei aí a navegar e só tinha um bilhete de ida

E entretanto eu comprei o regresso

Porque andei noite atrás de noite a bulir e a correr atrás de cada verso

Já estive bem submerso, e agora bem superior

Foi álcool em excesso, agora só para a dor

Se eu vos dissesse o quanto isto me tem doído

Se eu soubesse o que sei agora talvez nunca tivesse partido

Há mar e mar e há ir e voltar

E se há mais marés que marinheiros eu não me quero afogar

O mar está vivo e queres que eu vá mas a minha resposta é óbvia

Fala ao Alexandre O’Neill, deixa lá, tento na próxima

O risco vale o que risco vale

E eu tenho riscado muito, admito o que está mal

Acabou-se o Carnaval e toda a gente tira o fato

E o facto é que o que está mal continua no palco

Por aqui os críticos só sabem criticar

E esqueceram-se do valor que a crítica pode tomar

Eu já não quero regressar mais, oportunidades há mais

E se há outras opções quais me vão fazer ficar

Parti para poder chegar, agora mais forte que nunca

Semeio a minha paz na calma mais profunda

Fecho os olhos, ando assim, uso instinto porque no fundo

Na mente eu tenho nada e do nada nasce tudo

O que é que eu faço após concretizar um sonho?

Penso noutro, desde que me traga um futuro risonho

Encho o copo, faço o brinde só pra começar a noite

Bola para a frente porque a partir de hoje sou vencedor

E agora eu vou viver, eu só vim ver

O que eu vivi vi antes de acontecer

Uma mente que adivinha todo o mal que se avizinha

Um coração que acarinha quem me quer deixar viver

No canto de trás um canto de paz

Sou homem, ainda rapaz, no entanto capaz, com tanto para trás

Contando que vás um destes dias

Sigo o que o meu cota faz, a sorte protege o audaz

Estás com pica então vai que eu grito «força!»

Cuidade que aqui se cresces há logo quem grite «forca!»

E há logo quem diga a torto e a direito para abrir os olhos

Para mim isto é curto de mais para não fazer o que gosto

Gostos, há quem goste e não o mostre em vão

«gostos», há quem goste em vão e mostre ou não

Mortos debaixo do chão, vivos na terra

Estou são, por aqui corpos vão e fica o coração

Agora quero ficar sem ter que pensar na ida

Eu sei que a porta de entrada é a mesma que a da saída

No fundo isto sou eu mas em formato de resumo

E já nem quero ser nada porque do nada nasce tudo

Tu que estás-me a ouvir jovem, precisava que viesses comigo, fazias-me um jeito

enorme

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